mil e oitocentos dias e cinco minutos
Largo as amarras hoje, amanhã, devagar, uma, duas, tantas de cada vez, num cavalgar laico, lento, longo, contracorrente ao vento quente que sobrevoa o mar e abraça o embaraço. São cobre antigo, são peso morto que eleva e amassa pulsos em rédea agitação. Mas nunca serão estes os gestos a inspirar verdes prados, não, estes só arrastam e desgastam como um fado em traço fraco. No fim, em frente fogo, trinco gelo, troco o sal de onde sem querer nasci, pelos males que sei fazer sentir e eu só largo o que me larga a mim.
![]() |
| Author and title unknown |

Comments
Post a Comment