em vez de viver a fim de voar
temo que a poesia
já não rime,
que prefira bater
à porta, que só
arranhe após pedir
licença
ao cabedal que a trai.
a poesia não é mais
cavalo alado,
santo e agarrado
à métrica, e isso,
até admito ser
algo
bonito de se ver.
mas guardo em mim
ainda espaço,
para alguma pena
deste bando, que já
nem tenta, nem tanto
sabe,
voar a fim de viver.
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